• Bruno Machado

5 exemplos de transformação na crise

Como Via Varejo, Magazine Luiza, Amil, StartSe e o Gerando Falcões estão se transformando na crise?



Há muitas transformações ocorrendo neste momento, sobretudo na maneira em que as organizações combinam seus recursos e pessoas para realizarem o seu propósito. De toda forma, a crise acelerou o ciclo de mudanças que já vinha ocorrendo e evidenciou, de forma irrevogável, que ser digital não se trata apenas de uma escolha para as organizações, mas sim uma questão de sobrevivência.


Para demonstrar essa aceleração, listei cinco exemplos de organizações brasileiras que vem se destacando por sua sagacidade na adaptação de seus processos e ofertas digitais para seguirem relevantes para seus clientes.


O primeiro exemplo é o do Magazine Luiza, que lançou no final de março a plataforma de vendas Parceiro Magalu, voltada para micro e pequenos varejistas e para pessoas físicas que buscam renda como autônomos, reforçando sua estratégia de se tornar um ecossistema digital para o varejo. Desde o lançamento, o Parceiro Magalu já alcançou 10.000 varejistas e 100.000 pessoas físicas cadastradas.


A Via Varejo, holding que reúne as operações das Casas Bahia, Ponto Frio, Bartira e Extra.com, também é um bom exemplo: suas vendas já recuperaram 70% do patamar do período pré-lockdown. Dentre as várias iniciativas implementadas pela companhia, merecem destaque o Me chama no Zap”, que já responde por 20% das vendas online, a aquisição da startup de logística AsapLog e o avanço da adoção dos apps da empresa, que saltaram de 1.5 milhões de usuários ativos em junho de 2019 para 10 milhões de usuários ativos em abril de 2020.


O terceiro exemplo é o da Amil, que já havia sido uma das pioneiras ao oferecer o serviço de atendimento por videoconferência para 180 mil clientes em julho do ano passado e o expandiu para toda a sua base de 3.5 milhões de clientes em abril deste ano. A empresa, que acelerou seus planos de expansão da telemedicina, se tornou uma das líderes em volume diário de atendimentos online.


Já o exemplo da StartSe, uma startup de educação executiva, chama bastante atenção porque a empresa chegou a perder 98% de sua receita oriunda da realização de eventos e treinamentos, porém se recuperou e fechou o mês de abril tendo recuperado 60% da receita pré-crise. Tal recuperação vem ocorrendo em função de uma série de medidas, sobretudo pelo lançamento de cursos e treinamentos executivos online justamente relacionados com a crise. Dentre os programas lançados pela StarteSe, destaco o Programa Exponencial de Retomada e o ReStartSe; tendo este último mais de 35 mil alunos cadastrados no Telegram, representando uma importante fonte de geração de leads para os programas pagos.


Por fim, o Instituto Gerando Falcões — uma organização social que atua dentro da estratégia de rede, em periferias e favelas — que criou o movimento “Corona no Paredão” para arrecadar cestas básicas digitais, entregues às famílias através de cartões habilitados para compra de alimentos e itens higiene. Até o momento a campanha já atendeu 40.000 famílias e arrecadou mais de R$ 12 milhões, a meta é chegar em R$ 50 milhões, desse modo é importante que todos que possam contribuir, sigam ajudando.


Essas ações são, por assim dizer, exemplos práticos que é na adversidade que nasce a força requerida para seguir adiante.


Para concluir, ressalto que os exemplos aqui citados foram escolhidos exclusivamente a partir das minhas últimas leituras e para que não pareça presunçoso, aproveito essas últimas linhas para reconhecer as milhares de outras organizações têm feito trabalhos brilhantes no enfrentamento da crise com igual ou maior destaque das que foram descritas neste artigo.


Faço inclusive o pedido para que compartilhem exemplos inspiradores de outras empresas, reforçando assim a agenda positiva da transformação digital das organizações.

#fiquemcasa #fiquebem

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