• Bruno Machado

A incrível transformação do Banco Inter

Atualizado: Mai 23

Como o Inter está conseguindo ir além de ser apenas um banco digital e se tornar um Super App


O Banco Inter é um bom exemplo de uma empresa brasileira, estabelecida em um segmento tradicional, que está fazendo o movimento de transformação digital com grande sucesso.


A empresa, que se chamava Banco Intermedium em sua fase “pré-digital”, foi fundada em 1994, em Belo Horizonte pela família Menin; que também controla a construtora MRV e a LOG Commercial Properties — ambas listadas em bolsa—além da CNN Brasil.


O Banco Intermedium atuava primordialmente com crédito imobiliário e empréstimos consignados, sendo essas atividades de abrangência regional.


O movimento de transformação só começou, no entanto, em 2008 com a obtenção da licença para operar como um banco múltiplo, o que permitiu expandir a linha de produtos financeiros, com destaque para o lançamento da conta digital 100% gratuita em 2015.


O reposicionamento da marca para Banco Inter só ocorreu 2017, como parte da estratégia de abrir capital na bolsa e ser protagonista da transformação digital no setor financeiro, algo alcançado no ano seguinte. Foi neste mesmo ano que o banco migrou a sua infraestrutura de TI para a Amazon Web Services, garantindo a escalabilidade para suportar o crescimento que já vinha ocorrendo (O Inter saltou de 370 mil contas no final de 2017 para 1,4 milhão de contas no final de 2018).


Visto que o banco não conta com as taxas anuais de cartão de crédito, taxas mensais de conta e taxas transferências como fontes de receita, o seu modelo de negócios precisou se expandir para além dos serviços bancários.


É justamente essa necessidade de buscar novas receitas que tem levado o Banco Inter a se destacar em seu movimento de transformação digital. Hoje, além da conta bancária e do cartão de crédito, o Inter oferece uma gama de serviços, não apenas financeiros. Em 2019, as receitas de serviços responderam por 28,3% da receita total, representando um salto de 115% frente ao ano anterior.


É na categoria de serviços que está o marketplace do banco, que foi lançado em novembro de 2019 e já possui mais de 80 grandes marcas afiliadas, permitindo que os clientes do Banco Inter comprem produtos e serviços dessas empresas sem sair do app do banco. Essa estratégia está levando o Inter a deixar de ser apenas um banco digital para se tornar um Super App, um feito que poucas empresas no mundo tem executado com excelência.


Excelência, neste caso, pode ser traduzida como a experiência que os mais de 4,9 milhões de clientes terão no Super App, visto que agora estarão ao seu dispor uma série de novos serviços e comodidades. Estamos falando de uma base de clientes que gerou mais de 130 milhões de acessos ao App no primeiro trimestre de 2020.


Apesar do desafio de seguir engajando clientes ser enorme, o Inter começa essa nova fase de sua estratégia digital tendo alcançado um dos maiores resultados de nível de serviço no setor. O Inter possui um net promoter score (NPS) de 61 e foi avaliado como o segundo melhor banco digital no Prêmio Reclame Aqui 2019.


Os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2020, divulgados nessa última terça-feira, demostraram que o banco está conseguindo sucesso em sua estratégia para se tornar um Super App.


O banco também divulgou recentemente a sua mais nova aposta: A Intercel, operadora de telefonia celular que opera de acordo com o modelo MVNO (Mobile virtual network operator) utilizando a rede da Surf Telecom. Este é mais um serviço que reforça o ecossistema do Inter, sendo também uma nova fonte de monetização da base de clientes.


Por tudo isso, vale seguir acompanhando a incrível transformação digital do Banco Inter, sendo essa fonte de inspiração para todos os profissionais que atuam com o mesmo propósito de incorporar as competências digitais às empresas tradicionais.


Parabéns Banco Inter!

Conteúdo de transformação digital, framework de transformação e estratégia digital.

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